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Parada Gay do Rio é transferida para 19/11, por falta de patrocínio

Parada do Orgulho LGBTQIA+ em Copacabana – Foto: Orla Rio

A tradicional Parada do Orgulho LGBTQIA+ do Rio, mais conhecida por todos como Parada Gay,, que seria realizada em 29 de setembro, foi adiada. O motivo? Falta de dinheiro. O Grupo Arco-Íris, organizador do evento que acontece na Praia de Copacabana anualmente, enfrenta grande dificuldade de captar patrocínio para a realização da festa que costuma levar milhares de pessoas à Avenida Atlântica.

Apesar de a data da celebração ter sido anunciada com mais de um ano de antecedência, para atender às determinações organizacionais dos órgãos públicos, do setor de turismo e de possíveis patrocinadores, a doação de recursos foi insuficiente para realizar a Parada no prazo determinado. Segundo o presidente do Grupo Arco-Íris, Cláudio Nascimento, mais de 80 empresas foram contatadas. Nascimento afirmou que mesmo com o investimento da Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Coordenação da Diversidade Sexual da Secretaria da Casa Civil, a organização não conseguiu recursos mínimos necessários para montar o evento.

“Historicamente parte importante da verba vem do setor público. Mas se levarmos em consideração o retorno que damos para a cidade, o investimento deles poderia ainda ser maior”, afirmou Claudio Nascimento, conforme reportou a Veja Rio. Em 2012, foram 700.000 pessoas a desfilar no animado evento, segundo a PM. Em 2017, 800.000 e em 2019 cerca de 400 mil pessoas.

Diante da situação, o Arco-Íris remarcou a 28ª edição do evento para 19 de novembro. O evento reúne, segundo seus organizadores, pessoas de todas as partes do Brasil, inclusive do exterior. Um grande show estilo trio elétrico arrasta a multidão, segundo os organizadores, no intuito de celebrar a comunidade e reivindicar direitos sociais.

“Não foi uma decisão fácil, até porque pensamos nas pessoas que já tinham se programado pra vir ao Rio . Mas tivemos que adiar para garantir toda a estrutura necessária para o evento acontecer”, afirmou o presidente do Grupo Arco-Íris, que disse estar buscando ajuda junto ao Governo do Estado, através do Programa Rio Sem LGBTIfobia da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos; do Governo Federal; e do setor privado.


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